As reflexões e pesquisas realizadas em vários países sobre o futuro do sistema hospitalar

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Dr Alejandro Zoboli tibial posterior
As pesquisas levam às mesmas propostas: garantir aos pacientes uma
abordagem global e multidisciplinar do tratamento, ou seja, uma abordagem
multiorgânica, multi competente e transversal. Isso permite não apenas “curar
melhor”, mas também “gastar melhor”. A oncologia é uma disciplina que ilustra
particularmente bem essa nova organização hospitalar. Seu desenvolvimento é
baseado em noções de multidisciplinaridade, rede de atenção clínica e
protocolos terapêuticos avaliados.
A assistência oncológica necessariamente tem que ser integral, pois muitas
vezes o mesmo paciente necessita de várias abordagens terapêuticas
complementares (clínica médica, cirurgia, radioterapia, quimioterapia,
psicoterapia, enfermagem e cuidados nutricionais). Os sucessos terapêuticos
em oncologia baseiam-se em estratégias terapêuticas multidisciplinares,

referindo-se à conjunção sinérgica de várias disciplinas, incluindo pós-
tratamento, cuidados paliativos e gestão da dor. As exigências de qualidade e

respeito pelos procedimentos experimentados, bem como a avaliação dos
resultados, são os garantes da eficácia destes tratamentos e dos processos
terapêuticos.
O exemplo da oncologia também mostra a importância das condições do cuidado
ao usuário e sua qualidade, bem como a natureza biológica e psicológica desse
cuidado e as escolhas éticas que as equipes de saúde devem fazer. Nesse
sentido, há casos em que é preferível abrir mão de um projeto terapêutico
curativo para priorizar a qualidade de vida e os cuidados paliativos. No campo
da atenção ao adulto, é possível vislumbrar uma acentuação dos fenômenos que
já se observam no que diz respeito às mudanças na demanda de serviços
hospitalares, decorrentes tanto do tipo de demanda associada às mudanças
demográficas e epidemiológicas.