A relação invisível entre o posicionamento lingual e a eficácia da deglutição

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Dentista em balneario camboriu consulta
Já parou para notar onde a sua língua descansa enquanto você está lendo este texto? Aposto que, ao ler essa pergunta, você a moveu. A maioria de nós não dá a mínima para esse músculo até que ele morda ou cause um desconforto, mas a verdade é que a posição da língua é o regente silencioso de toda a estrutura da nossa face e da forma como engolimos. O papel do repouso lingual na sua saúde O ideal, para um adulto, é que a língua esteja descansando no céu da boca, logo atrás dos dentes incisivos superiores, sem encostar neles. Quando ela vive “esparramada” no assoalho da boca, a musculatura facial perde uma sustentação importante.

Esse hábito, muitas vezes despercebido, pode levar ao que chamamos de deglutição atípica. Imagine a cena: você está almoçando e, ao engolir, sua língua empurra levemente os dentes da frente para fora ou se projeta entre eles. Pode parecer inofensivo, mas esse movimento repetitivo, realizado centenas de vezes ao dia, é capaz de alterar o alinhamento dos seus dentes ao longo dos anos. Não é raro encontrarmos pacientes que investiram tempo e dinheiro em aparelhos ortodônticos, mas que, por não corrigirem o posicionamento lingual, viram o sorriso “entortar” novamente pouco tempo depois da retirada do aparelho.

Como a deglutição afeta o seu sistema digestivo Engolir parece a coisa mais natural do mundo, certo? É um processo automático, mas que exige uma coreografia precisa. Quando a língua não se posiciona corretamente, o vácuo necessário para empurrar o bolo alimentar em direção ao esôfago não é formado com eficiência. Isso gera um esforço extra. Quem sofre com o mau posicionamento lingual frequentemente apresenta sinais como: Acúmulo de resíduos alimentares nos cantos da boca ou nas bochechas; Fadiga muscular após as refeições; Barulhos durante a deglutição; Sensação de que o alimento “não desce direito”.